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ENCONTRO PSICANALÍTICO:
CONFLITO E MUDANÇA

5 - 8 Fevereiro 2020

Universidade de Lisboa

XXI Fórum Internacional de Psicanálise | Lisboa 2020

ENCONTRO PSICANALÍTICO: CONFLITO E MUDANÇA

Qual é o papel do Analista e o que pode este fazer para facilitar o crescimento mental do seu paciente? Qual é a importância do “Setting”? Qual é a importância de uma interpretação oportuna? Qual a importância da empatia e identificações projectivas? E que papel terão as resistências e a contratransferência?

A Federação Internacional das Sociedades de Psicanálise (IFPS) realiza um Fórum a cada dois anos, organizado por uma das sociedades membro, oferecendo uma oportunidade para inspirar o diálogo entre a comunidade internacional de psicanalistas. Desta vez, Lisboa vai ser a cidade anfitriã e o próximo Fórum da IFPS será organizado pela:

AP - Associação Portuguesa de Psicanálise e Psicoterapia Psicanalítica

O ENCONTRO PSICANALÍTICO: CONFLITO E MUDANÇA reflectirá acerca dos aspectos globais, relacionais e individuais das perspectivas teóricas e clínicas relacionadas com o processo psicanalítico.

Consideremos: duas pessoas reúnem-se várias vezes por semana numa hora específica, num determinado dia e num determinado lugar – para conversar.

Um deles será chamado Analisando e irá deitar-se no divã. O outro, a quem chamaremos Analista, irá sentar-se um pouco atrás. Não há contacto visual, excepto (talvez) quando o Analisando chega e sai. O Analista espera que o Analisando siga as regras básicas da Psicanálise, conforme foram definidas por Freud há 100 anos, e é suposto que o Analisando saiba as ditas regras, que irão nortear aquele encontro.

No início, sabem muito pouco um do outro, se é que sabem alguma coisa. Cumprimentam-se, sentam-se e começam a falar - ou não.

O que está a acontecer neste encontro misterioso a que chamamos encontro psicanalítico?

Os papéis do Analista e do Analisando são, na sua base, muito diferentes, assim como são, seguramente, as suas expectativas e posturas. No entanto, à medida que o processo psicanalítico prossegue, o encontro deverá tornar-se significativo e permitir o crescimento e a expansão da mente, quer do Analista, quer do Analisando. Por vezes, o processo falha e o Analista e o Analisando fixam-se numa ilusão patológica, que poderemos designar por “delusion”. Os fatores que originaram essa ilusão serão, certamente, discutidos no nosso fórum.

Quando o processo corre bem – ou, como Bion afirmava "make the best of a bad job” – após algum tempo, não haverá, naquela sala, apenas duas entidades, mas três. Podemos designar essa terceira entidade por muitos nomes, como o terceiro analítico, por exemplo, ou como a “criação de um parceiro para benefício dos três”, como dizia Bion.

Gostaríamos de saber a vossa opinião sobre o Encontro Psicanalítico, que tem vindo a ser pensado sob perspectivas muito diferentes desde Freud.

Qual é o papel do Analista e o que pode este fazer para facilitar o crescimento mental do seu paciente? Qual é a importância do “Setting”? Qual é a importância de uma interpretação oportuna? Qual a importância da empatia e identificações projectivas? E que papel terão as resistências e a contratransferência?

Quanto ao paciente, que tipo de papel pode ele assumir nessas circunstâncias especiais em que se encontra, lutando para ser, como disse o poeta, "the captain of  his soul"?

Qual o papel da realidade externa e como se manifesta neste encontro sui generis de dois humanos: corpo e mente, cidadãos que vivem em comunidade? E de que modo é que este encontro, para além da mudança qualitativa dos participantes, transforma também essa comunidade e a vivência colectiva, recriando a sustentabilidade da Pólis?

Apelamos assim à vossa presença e participação no XXI Fórum IFPS em Lisboa, na certeza de que a AP estará bem representada com os vossos contributos e reflexões, juntamente com os nossos colegas internacionais.